O Acre precisa de L.E.I
(Liberdade de Expressão e Informação)
João Correia e Márcio Bittar
Os dois se encontrarão em Brasília na próxima segunda-feira. Será uma conversa de grande interesse para os meios políticos acreanos.
No dia seguinte a conversa será com Chagas Freitas, do PFL.
João Correia e o PMDB têm procurado estabelecer um diálogo produtivo com as mais diversas forças que se colocam no chamado “campo das oposições” no Acre. Acreditam em muitas possibilidades de troca de idéias, definições táticas, estratégicas e composições eleitorais.
Para JC, a definição de um programa mínimo ou de propostas “fundamentais”, comuns às forças oposicionistas, podem contribuir sobremaneira no desenrolar do processo político e eleitoral, inclusive tendo em vista um eventual segundo turno. “Queremos reunir a população em torno de idéias, não só de pessoas,” afirma sempre João.
Os contatos nos últimos dias foram muitos. No início da semana houve uma reunião com a direção do PTB. Estavam presentes pelo PMDB, Flaviano, João e Armando Dantas e pelo PTB, Aluízio Bezerra e Osmir Lima.
Em Cruzeiro do Sul a conversa foi com o presidente do PSDB, deputado Luiz Gonzaga. Conversa prolongada por sinal. Hoje, a visita de JC será a Acrelândia, onde conversará com o prefeito Tião Bocalon e o vice, José Vilceu.
Na agenda, também, mais uma grande reunião das oposições, que embora tenham vários candidatos ao governo, poderão sair com um único candidato ao senado e chapa única para deputados federais.
Escrito por João Correia e assessoria às 09h05
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(Liberdade de Expressão e Informação)
MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO
HISTÓRIA E LUTAS
Faz mais de 30 anos que a nossa bandeira dá abrigo e se confunde com as lutas do povo brasileiro. 1964 - A ditadura se instala em nosso país, restringindo, substancialmente, o direito à liberdade do povo brasileiro. Culmina, em 1965, com a extinção dos partidos políticos, através do Ato Institucional n.º 2. 1966 - É fundado em 24 de março o MDB, um partido de oposição ao governo. O Senador Oscar Passos (AC) é o Presidente, tendo o Deputado Ulysses Guimarães como Vice. 1968 - Os sindicatos e entidades estudantis são fechados. A ditadura reage com o Ato Institucional n.º 5, liquidando com as liberdades individuais. Líderes estudantis e de operários, políticos são cassados, perseguidos e exilados. O Congresso Nacional é fechado. 1971 - O MDB passa a exigir que seja convocada uma constituinte. A repressão fica cada vez mais violenta, a perseguição e morte de líderes durante a repressão política são testemunho de uma época sombria da nossa história, onde a única voz de oposição era a legenda emedebista. 1974 - A resistência democrática do MDB, com a coragem do Dr. Ulysses, o destemor de estudantes e operários é reconhecida pela população que elege 16 senadores. 1977 - A ditadura decreta recesso do Congresso, edita o pacote de abril, reprimindo ainda mais as liberdades, e inventa os senadores biônicos. Os trabalhadores vão para as ruas com manifestações grandiosas. O MDB estava à frente na luta contra a ditadura. 1978 - O País busca uma saída para o impasse político gerado por 14 anos de arbítrio. Nossos líderes lutam pela liberdade partidária. 1979 - Mais uma vitória do nosso partido. A Lei da anistita é aprovada, os presos políticos são libertados, os anistiados voltam para o País. Mas a ditadura reage e para dividir as oposições é determinado o fim dos dois únicos partidos existentes. O MDB acrescenta um .P. ao seu glorioso nome. E assim nasce o PMDB, com a coordenação do Dr. Ulysses Guimarães.
Escrito por João Correia e assessoria às 07h58
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(Liberdade de Expressão e Informação)
publicado na Folha de São Paulo de hoje
ELIANE CANTANHÊDE
Carne aos leões
BRASÍLIA - O grande temor dos seis deputados petistas que estão na lista de cassações e ainda podem renunciar é que, se os parlamentares dos demais partidos renunciarem, só sobrem eles para o matadouro. A Câmara tem de dar uma resposta à sociedade. Eles seriam essa "resposta". Ou seja: carne aos leões. Além disso, o PT do Pará e de São Paulo, por exemplo, não quer ver seus melhores quadros cassados às vésperas das eleições, perdendo os direitos políticos até 2015. Até lá, quem vai puxar os votos do partido nos Estados? Melhor um Paulo Rocha e um João Paulo Cunha na mão, enlameados e concorrendo, do que voando, cassados e fora dos palanques. Essas, porém, são considerações pragmáticas. Há as éticas. Não foi o próprio José Dirceu quem disse que renunciar é reconhecer a culpa? Ele, aliás, já está no Conselho de Ética, não pode mais renunciar. Renunciar é fugir da raia, tem cheiro de covardia. É não só reconhecer a culpa como se aproveitar de um jeitinho muito sem-vergonha de sair hoje para se candidatar amanhã e voltar sem processo, novinho em folha e pronto para outra. Se temem ficar sozinhos, os petistas devem saber que pelo menos um outro fica até o fim: Roberto Brant (PFL).Quando caiu na rede, ligou para os jornais e contou a verdade: a Usiminas ajudou sua campanha e mandou que ele pegasse o dinheiro nas empresas de Valério. Ele pegou. O mais genuíno caixa dois. Como se recusou a mentir, se recusa a renunciar. Quer ficar, ser julgado e, de preferência, absolvido. Cassado ou não, desiste da política e volta para casa. A alternativa dos cassáveis é correr o risco da cassação e sair pelos fundos, ou renunciar e voltar depois pelos fundos, escondido. O que é pior? Para o governo e para os juizes, a renúncia é uma mão na roda, porque abrevia o constrangimento geral e encerra a crise. Mas, para os acusados, pode ser uma mancha para sempre no próprio espelho. E, para a opinião pública, um vexame histórico.
Escrito por João Correia e assessoria às 11h44
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